Câmbio traseiro é um dos componentes da bike que mais trabalha e, por isso, um dos mais sujeitos à perda de regulagem da indexação, principalmente devido ao natural esticamento dos cabos e à compressão dos conduítes. Indexação significa que cada click no trocador corresponde a mudança de uma marcha. O correto funcionamento do câmbio é fundamental para uma pedalada prazerosa, pois ninguém gosta de andar com a bike pulando a marcha e fazendo barulho. Como saber quando o câmbio está desregulado?
As marchas não entram com suavidade, demoram para subir ou descer e precisam de uma "ajuda" com o trocador.
A corrente não assenta corretamente nos pinhões, desta forma a marcha pula e o ritmo da pedalada é quebrado.
Há aquele ruído característico da corrente tentando encaixar: o famoso tléc-tléc-tléc. O Meu câmbio está desregulado.
E agora? Inicialmente, todo o processo de ajuste mostrado aqui considera que o câmbio estava posicionado corretamente e desregulou. Caso tenha ocorrido uma queda com a bike e a partir disso o câmbio começou a apresentar o problema, é possível que a gancheira do câmbio tenha entortado e desalinhado.
Se demorar mais para subir (o que é o mais comum), é necessário esticar um pouco o cabo de aço. Para isso, gire ¼ de volta do regulador de tensão do cabo no sentido anti-horário: isto deve fazer a corrente subir mais rápido. Verifique o funcionamento das marchas e, caso esteja lento ainda, estique mais um pouco. Se você foi além do que precisava, a corrente vai subir bem, mas a descida vai ficar prejudicada. Para ajustar, volte um pouco o regulador até chegar na afinação correta. Se a demora for na descida é necessário afrouxar o cabo.
Então gire ¼ de volta do regulador no sentido horário, e como fizemos no caso anterior, regule conforme a necessidade até encontrar o melhor ajuste. Alguns câmbios não têm o regulador de tensão do cabo. Neste caso, o ajuste é feito no regulador que fica junto ao trocador de marchas. Para quem usa o sistema Dual Control, da Shimano (câmbios rapid rise), inverta o processo, pois quando esticamos o cabo a marcha desce. Este ajuste de tensão do cabo de aço é o único ajuste que deveria ser feito em um câmbio traseiro instalado adequadamente, e que você mesmo pode fazer. Além deste ajuste, há os parafusos que limitam o movimento do câmbio, que normalmente ficam juntos e possuem uma identificação H ou L, e o parafuso que regula o ângulo do câmbio. Mas estes ajustes devem ser feitos em uma oficina especializada, pois uma regulagem inadequada pode causar um grande dano em sua bicicleta.
A manutenção da corrente da bicicleta é um assunto delicado, pois se trata do componente que transmite a força da sua pedalada para a roda traseira. Como ocorre aplicação de força sobre a corrente, ela se desgasta fácil e pode não funcionar adequadamente.
A aplicação de força sobre a corrente está da seguinte forma relacionada com o giro:
O desgaste varia conforme o clima da região, a proximidade com o mar, o uso na terra ou asfalto, a “delicadeza” nas trocas de marchas, etc.
Você pode verificar o desgaste da corrente em casa, sem a necessidade de ferramentas especiais, embora um medidor de desgaste na mão facilita o serviço. Com uma régua ou trena, em polegadas, faça a medição entre os elos, tendo como referência o pino de ligação do primeiro elo da corrente, e o pino que fica a exatamente 12 polegadas do primeiro.
Se a distância do pino for de até 1/16'' da polegada 12, a corrente ainda está boa. Conforme o desgaste ocorre, essa distância aumenta.
Se a distância do pino for maior que 1/16'' da polegada 12, está na hora de trocar a corrente, mas a transmissão, provavelmente, ainda não está danificada.
Se a distância for maior que 1/8'' da polegada 12, já devia ter ocorrido a troca da corrente. A transmissão começa a ficar comprometida, pois há desgaste dos pinhões e coroas.
Quanto maior a distância, a partir de 1/8'' da polegada 12, maiores os danos para pinhões e coroas. Neste caso, uma corrente nova vai ficar pulando entre as engrenagens, e a solução é trocar todo o conjunto de transmissão.
Verifique o desgaste da corrente, no mínimo, a cada 300 km, ou a cada 2 semanas de uso intenso.
Thinkstock Sobreviver de bike na selva de pedro é desafio sério
Substituir um automóvel pela bicicleta tem uma série de vantagens: é muito mais econômico, saudável e ecológico. A maioria das cidades brasileiras, no entanto, não estão adaptadas aos ciclistas; seja por conta da pouca infra-estrutura específica, seja pela falta de costume dos motoristas.
Para quem está prestes a completar 18 anos e pensa seriamente na possibilidade de aderir ao crescente movimento de ciclistas urbanos, um aviso: fique sempre atento ao trânsito. Conversamos com o diretor da Ciclocidade, associação de ciclistas urbanos de São Paulo, Matias Mickenhagen, e preparamos algumas dicas para quem vai dar as primeiras pedaladas pela selva de pedra
1 – Evite andar colado à calçada. “É importante tomar a pista, ou seja, ocupar pelo menos um terço dela”, explica Mickenhagen. A ideia é que o carro tenha sempre que sair da pista em que está para que possa fazer a ultrapassagem. Segundo o especialista, esta é uma das principais causas de acidentes envolvendo ciclistas.
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Ao pedalar na chuva, capa é essencial
2 – Evite andar na contramão. Algumas pessoas têm a impressão de que andar na direção contrária dos carros é mais seguro, por conta da melhor visibilidade em relação aos automóveis. Segundo Mickenhagen, no entanto, esta é uma impressão errônea: “é muito mais perigoso, pois a velocidade relativa dos carros em relação a você está muito maior. As chances de acidentes graves são grandes”.
3 – Comunique-se sempre com os outros veículos. “Use gestos que expliquem o que você está prestes a fazer”, conta Mickenhagen. É importante olhar para os outros integrantes do trânsito para ter certeza de que eles entenderam o recado.
4 – Redobre a atenção na hora de cruzar uma ponte. Segundo o especialista, esta é uma das situações mais perigosas que um ciclista pode enfrentar, por isso ele dá a dica: “A diferença de velocidade (entre a bicicleta e o carro) é muito grande. Aumente a velocidade, tome a pista e sinalize bem. Ele ainda acrescenta: “depois que você conseguiu atravessar uma ponte, você pode ficar mais tranquilo.
5 – Planeje o trajeto. Provavelmente, os lugares para os quais você irá serão sempre os mesmos. Neste sentido, vale pesquisar qual a melhor opção para uma bicicleta. “opte por caminhos mais tranquilos, ou que tenham uma descida, isso facilita muito a vida”, garante Matias Mickenhagen.
6 – Fique sempre visível. Roupas claras sempre ajudam e, à noite, atenção redobrada. “Use luzes e refletores para que você seja visto pelos outros”, explica o especialista.
7 – Encontre uma bicicleta que se adapte às suas necessidades. Existem uma série de opções no mercado, vale fazer uma boa pesquisa antes e conversar com ciclistas mais experientes antes de completar a aquisição.
8 – Paralamas são importantes para dias chuvosos – capa de chuva também! O acessório evite que a água rebata em você, mas sair ileso é impossível. “Leve uma muda de roupas secas na mochila, você vai precisar”, aconselha o ciclista.
9 – Comece por trajetos simples . Não adianta querer cruzar a cidade nos primeiros dias de bicicleta. “Com mais experiência, pode partir para trajetos maiores”, diz Matias Mickenhagen.
10 – Seja gentil no trânsito, violência não ajuda em nada. “É importante sair do ciclo vicioso de reagir com violência às outras pessoas. Tem que manter sempre o respeito mútuo”, explica o diretor da Ciclocidade.