| Ação ocorre dois dias depois do atentado ao jornal satírico Charlie Hebdo/Christian Hartmann l Reuters]
Os dois suspeitos de terem cometido o atentado contra a redação de uma revista em Paris estão sendo perseguidos pelas forças de segurança e tomaram reféns em uma empresa em Dammartin-en-Goele, informou nesta sexta-feira, 9, a imprensa francesa.
"Atualmente uma operação está em andamento em Dammartin-en-Goele, para a qual se mobilizaram todos os efetivos no terreno", anunciou em uma declaração à imprensa o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve.
A unidade especial de intervenção da Gendarmaria (GIGN) está no lugar e realiza a operação, acrescentou o ministro.
Segundo o canal de televisão "RTL", os irmãos Kouachi se refugiaram em uma empresa nessa cidade e fizeram reféns, fato que não foi confirmado pelo ministro.
Por volta das 8h40 (horário local, 5h40 em Brasília), de acordo com essa fonte, os dois homens tomaram à força um veículo, um Peugeot 206, de uma mulher na cidade de Montagny-Sainte-Félicité, no departamento de Oise, que os identificou como os irmãos Kouachi.
Alguns minutos mais tarde, já em Dammartin-en-Goele, a 40 quilômetros de Paris, aconteceu um tiroteio com a Polícia.
Uma testemunha citada pela "RTL" explicou que tinha escutado dois tiros e que pouco depois chegaram helicópteros e as forças de segurança, que ordenaram aos moradores que não saiam de suas casas e que mantenham suas janelas fechadas.
Por outro lado, o ministro informou em seu pronunciamento que a investigação sobre o assassinato de uma policial municipal ontem em Montrouge, no sul de Paris, também teve avanços significativos nas últimas horas e que se mobilizaram todos os serviços disponíveis para "deter os autores no menor tempo possível".
Al Qaeda
Nesta sexta, uma fonte de inteligência iemenita disse que um dos dois irmãos suspeitos de realizaram o ataque visitou o Iêmen em 2011 e se encontrou com o pregador da Al Qaeda Anwar al Awlaki, que está morto, durante sua estadia no país.
A fonte afirmou que Said Kouachi esteve no Iêmen por vários meses em 2011 como um dos estrangeiros que entraram no país para realizar estudos religiosos, mas não houve informação confirmada sobre ele ter sido treinado pela Al Qaeda na Península Arábica (Aqap), um dos braços mais ativos do grupo militante.
Os suspeitos são dois irmãos franceses filhos de argelinos, ambos na casa dos 30 anos e que já estavam sob observação da polícia. Teriam sido eles que na quarta-feira invadiram a sede do jornal semanal de sátiras Charlie Hebdo, em Paris, e mataram a tiros 12 pessoas.
Ato heroico
O grupo jihadista da Somália Al Shabab assegurou nesta sexta que os terroristas que realizaram o ataque contra a revista satírica francesa "Charlie Hebdo", no qual morreram pelo menos 12 pessoas, são "heróis" e assegurou que "milhares de muçulmanos" se alegraram com isso.
"Os dois irmãos se transformaram nos primeiros homens a responder à violação e ataque ao profeta, e a ação dos mujahedins (lutadores pela jihad) alegrou milhares de muçulmanos", assegurou em comunicado lido na rádio somali "Andalus", emissora que faz propaganda dos radicais.
"A revista 'Charlie Hebdo' tinha insultado Maomé e nos últimos anos tinha perseguido os muçulmanos", acrescentou o Al Shabab, que em 2012 anunciou sua adesão formal a Al Qaeda.
Fonte: Portal A TARDE
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